quinta-feira, 24 de novembro de 2011
CANTARES CATARINAS
O livro é composto por 21 autores, entre jovens e veteranos, não são muito conhecidos pois, foi uma coletânea publicada em Florianópolis em 2009.
O TAMANHO DO VENTO- Francine Canto (São Bento do Sul)
o vento tem o mesmo
tamanho do sonho
sonhos com o vento
nos levam ao sagrado
Templo do Sol
em sonhos com o vento
somos seres infindos
ENTRE AS PERNAS DAS MULHERES- Cristiane Costa (São Miguel do Oeste)
brancas são as claras no céu
me levam ao paraíso vermelho
êxtase liso feito sabão
maldito entre as mulheres
ela têm retângulo triângulo
entre as pernas
hora da estrela é raio
naquele branco claro do céu
A IMPRESSÃO QUE EU TENHO- Ilca Soares (Joinville)
A impressão que eu tenho
do meu coração é que ele é nau
com todas as velas pandas:
nem me aterra o fato
de não haver um porto.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Diz que era um menininho que adorava bala e isto não lhe dava qualquer condição de originalidade, é ou não é? Tudo o que é menininho gosta de bala. Mas o garoto desta história era tarado por bala. Ele tinha assim uma espécie de idéia fixa, uma coisa assim ... assim, como direi? Ah ... creio que arranjei um bom exemplo comparativo: o garoto tinha por bala a mesma loucura que o Sr. Lacerda tem pelo poder.
Vai daí um dia o pai do menininho estava limpando o revólver e, para que a arma não lhe fizesse uma falseta, descarregou-a, colocando as balas em cima da mesa. O menininho veio lá do quintal, viu aquilo ali e perguntou pro pai o que era.
- É bala – respondeu o pai, distraído.
Imediatamente o menininho pegou diversas, botou na boca e engoliu, para desespero do pai, que não medira as conseqüências de uma informação que seria razoável a um filho comum, mas não a um filho que não podia ouvir falar em balas que ficava tarado para chupá-las.
Chamou a mãe (do menino), explicou o que ocorrera e a pobre senhora saiu desvairada para o telefone, para comunicar a desgraça ao médico. Esse tranqüilizou a senhora e disse que iria até lá, em seguida.
Era um velho clínico, desses gordos e bonachões, acostumados aos pequenos dramas domésticos. Deu um laxante para o menininho e esclareceu que nada de mais iria acontecer. Mas a mãe estava ainda aflita e insistiu:
- Mas não há perigo de vida, doutor?
- Não – garantiu o médico – Para o menino não há o menor perigo de vida. Para os outros, talvez.
- Para os outros? – estranhou a senhora.
- Bem ... – ponderou o doutor – O que eu quero dizer é que, pelo menos durante o período de recuperação, talvez fosse prudente não apontar o menino para ninguém.
Dois amigos e um chato, Stanislaw Ponte Preta
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Poesia Concreta
Poesia concreta,RUA, Nogueira, Ellen
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