sábado, 8 de outubro de 2011

Chegou o verão!


Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura
e muita gordura, pouco trabalho e muita micose.

Verão é picolé de Kisuco no palito reciclado, é milho cozido na água
da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.

Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no
tênis.

Mas o principal ponto do verão é.... A praia!

Ah, como é bela a praia.

Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção.

Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.

Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a
prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.

O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do
sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão
chegando.

Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três
geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa,
toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de
férias.

Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados
e prontos pra enterrar a avó na areia.

E as crianças? Ah, que gracinhas! Os bebês chorando de desidratação,
as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os
adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem.

As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho
afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do
chinelo.

Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como furar a areia pra
fincar o cabo do guarda-sol.

É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar
em pé.

Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da
maravilha que é entrar no mar!

Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de
cerveja no fundo.

Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva.

Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita
cheia de areia, vem àquela vontade de fritar na chapa.

A gente abre a esteira velha, com o cheiro de velório de bode, bota o
chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha.

Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor!!!!!

Mas, claro, tudo tem seu lado bom.

E à noite o sol vai embora.

Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma
banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo.

O shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa,
desde creme de barbear até desinfetante de privada.

As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa da praia
oferece.

Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede
pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas.

O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família.

Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e
torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo
possa se encontrar no mesmo inferno tropical...
Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, 26 de setembro de 2011




O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

Raduan Nassar (jeca Tatu) :)

       Raduan Nassar é um caso interessante da literatura brasileira. Filho de tradicional família fazendeira do interior paulista, iniciou muitos cursos, mas não terminou nenhum,assim como fez com sua carreira literária, feita de dois livros e um silêncio de mais de duas décadas. “Lavoura arcaica” é a primeira obra publicada por Nassar e veio a público em 1975.
      Hoje Raduan vive em uma das propriedades da família, onde se refugiou depois de escrever seu segundo e último livro, “Um copo de cólera”. Sem razão aparente, largou uma promissora carreira literária e hoje se dedica a uma das coisas que confessadamente mais gosta de fazer: descansar.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Como já dizia John Lennon...



                                                  Nada contra pessoas normais, é só que elas são... Sem Graça!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Os AmigosOs amigos amei 
despido de ternura 
fatigada; 
uns iam, outros vinham, 
a nenhum perguntava 
porque partia, 
porque ficava; 
era pouco o que tinha, 
pouco o que dava, 
mas também só queria 
partilhar 
a sede de alegria — 
por mais amarga. 

Eugénio de Andrade, in "Coração do Dia"

Erico Veríssimo

Nasceu em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, em 17 de dezembro de 1905. Filho de família abastada que se arruinou economicamente, acabou trabalhando de farmacêutico, e na Livraria do Globo até que em 1931 transferiu-se em definitivo para Porto Alegre, onde se tornou diretor da Revista do Globo. 
O fim de seu anonimato veio com a publicação de Olhai os Lírios do Campo. Seu primeiro conto publicado tinha forte inclinação regionalista e chamava-se Ladrão de Gado. Alcançou o topo de sua carreira de escritor com O Tempo e o Vento, que conta a formação social do Rio Grande do Sul, verdadeiro monumento literário. Projetou-se no país e no exterior e conseguiu o difícil feito de profissionalizar-se como escritor, situação alcançada por muito poucos em língua portuguesa. 
Sentindo-se sufocado pelo Estado Novo, aceitou em 1943 um cargo como professor universitário em Berkley, nos EUA, mesmo não tendo concluído oficialmente o segundo grau. Durante a sua vida viajou muito, sobretudo nos anos 50, quando teve um cargo na União Pan-Americana. 
Infelizmente não chegou a completar o segundo volume de sua autobiografia, Solo de Clarineta, que seria uma trilogia, faleceu em 28 de novembro de 1975, em Porto Alegre.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Olhai os Lírios do campo Erico Verissimo

Na ultima aula, assistimos o filme OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO  de Erico Verissimo que conta a história do Eugênio que é uma pessoa profundamente infeliz, passou por uma infância marcada pela pobreza. Ele forma-se em medicina com muitas dificuldades financeiras, com isso sente-se incapacitado de exercer sua profissão. No dia de sua formatura e encontra a Olívia sua colega de curso que logo venha ser mulher, amante. Olívia era uma mulher muito sensível,meiga, que para Eugênio era um conforto, esquecia um pouco do sofrimento. Mas mesmo assim, ele se casa com Eunice   para  ter 'status" , abandonando a profissão de médico ele começa a levar uma vida de rico como sempre desejava. Com um tempo ele se torna uma pessoa inútil. Nesse tempo Olívia parte para o interior, aonde nasce uma menina, sua filha com Eugênio. Alguns anos depois Olívia e Eugênio se reencontram e passam a viver juntos novamente, Eugênio resolve se separar-se de Eunice  com isso Olívia é internada e morre diante de Eugênio. Depois de el se separar-se de Eunice ele começa a viver com sua filha e volta a exerce sua profissão que se formou.